Crítica - Mulher Maravilha (2017)
Mulher Maravilha
Gênero: Ação/Aventura, Fantasia
Estreia: 02 de Junho de 2017
Duração: 141 minutos
Pais: EUA
Mulher Maravilha aquece o coração mostrando a salvação da Dc pelo seu otimismo e altruísmo ingênuo.
No primeiro ato são apresentados os personagens responsáveis pela formação de Diana, o conflito da Rainha em ser uma mãe super protetora contra seus deveres de líder de uma raça de guerreiras. O olhar ambicioso e sedento de aventura presente desde a infância da princesa, repelido pelo cuidado excessivo de sua mãe. A cumplicidade entre Antíope e a pequena que foi fundamental para nascimento da heroína.
Essa bolha é estourada quando Steve Trevor cai no mar da ilha e Diana o salva do afogamento. Logo a princesa vê seu lar ser invadido por tropas nazistas. Os dois já tem um entrosamento logo no primeiro encontro e isso se reafirma a cada cena. A interação do casal se mostra descontraída e até um pouco cômica, motivada pela curiosidade e ingenuidade da amazona que rende diálogos engraçados e constrangedoras por parte de Trevor. Algumas piadas caem bem, outras nem tanto porém nada que estrague o clima do filme. E é ai que o longa acerta, porque seus alívios cômicos se encaixam muito bem.
E ele continua acertando na chegada da protagonista em Londres, o clima sufocante e noir gerada pela metrópole totalmente em contraste aos tons de Themyscira. O clima de comedia fica por conta do baque de culturas, a relação dela ao mundo exterior.
O filme muda completamente em tristeza e desespero ao chegar na guerra direta, no Front, aqui não temos sacadas, nem tiradas engraçadas, mas sim o verdadeiro motivo de precisarmos de um filme da Mulher Maravilha.
Mas o filme tem pequenos problemas, em alguns slow motions deixaram as cenas grandiosas, nos mostrando detalhes de batalhas e closes belíssimos lembrando até mesmo 300, mas alguns são exagerados e com alguns excessos que não precisavam.
Os efeitos especiais também tem algumas falhas, e pequenos detalhes nas sequencias de ação ficaram um pouco desconexas mas tudo isso pode se dar um desconto pela diretora Patty Jenkins por não ter experiencia talvez nesse tipo de cenas. Talvez em um próximo filme tenham um melhor orçamento e com experiencia, resolvam esses pequenos problemas.
Gal Gadot ainda tem muito o que aprender sobre atuação, mas que ela tem carisma e presença em cena isso é incontestável, e ela só tem a melhorar e se aprofundar no seu personagem que nos mostra uma bela evolução ao decorrer do filme. Chris Pine tem o charme e a química que faz não só o casal principal, mas todos os personagens principais se relacionarem, ele é a ponte entre a humanidade e a Diana, que a faz mostrar pelo que vale a pena ser lutado.
Mulher Maravilha nos apresenta um filme de origem que acaba sendo bem mais profundo, com pequenos detalhes sem escancaramento sobre feminismo ou igualdade, altruísmo, e sobre o amor e otimismo e a salvação nesse novo Rebirth para o universo cinematográfico da Dc.
Nota: 4 casulos
Critica: Vinicius Almeida

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